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O
cinema interessou Jose Sena Filho, idealizador da pesquisa sobre as Memórias do Cinema no Marajó, quando ainda era graduando em Letras. “Na
universidade meu percurso profissional foi sendo firmado a partir da construção do Grupo de
Trabalho em Imagem, do qual sou co-fundador, junto com a professora Rosa Brasil e com Mara
Tavares. E, por mais que este estudo pareça não ter uma relação direta com a
minha área de formação na graduação, foi na experimentação com audiovisual que eu me deparei com a possibilidade de
desenvolver um trabalho diferenciado”, relembra o pesquisador que,
após se formar, ingressou no mestrado, e decidiu buscar uma formação
interdisciplinar relacionando áreas de estudo para investigar o impacto de uma cultura de
cinema no Marajó, o considerando uma expressão fundamental na formação do
imaginário local.
Foi
dessa vontade que surgiu a ideia de retratar a relação da sociedade brevense
com a sétima arte. “O caso de Breves, especificamente, chamou atenção pela minha
própria relação com o Marajó, lugar em que venho desenvolvendo atividades de pesquisa e extensão desde
2008”. Porém, apenas estudar esta realidade não era suficiente. “Minha ideia
sempre foi de que as pesquisas devem exceder, em uma proposta dialógica, os muros da universidade, pois
acredito que o conhecimento sobre determinado lugar pertence também, e principalmente, a quem ali
reside. Foi assim que surgiu a ideia de criar e executar uma intervenção de arte na cidade de Breves, com o intuito de envolver e dialogar com
as pessoas da cidade alguns resultados da pesquisa, ainda em andamento”, diz Jose Sena, que conseguiu aprovação no Edital de Arte e Cultura da Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal do Pará, na área de Memória e Patrimônio, para desenvolver o trabalho.
Texto: Luiz Cabral
Texto: Luiz Cabral
